quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Como será (2)?

Pois é, como será a Alice? Ainda sobre isso que a mamãe dela tava falando no último texto, eu me lembrei de uma música que fala sobre essa expectativa de como será o bebê que vem aí. Se chama 'Será' e é daquela dupla, Palavra cantada. A música é bem bonita e descreve completamente essa ansiedade que a gente vive nesse período.

Palavra cantada - Será by Pablo Alcântara

Será que eu
Canto bem pra
Você
O que será que tu
Ouves de mim?
Será que eu
Adormeço você?
Ou será que és
Um sonho pra mim?
Será que eu
Me apresento a
Você?
Ou será que
Sabes tudo de mim?
Será que eu
Sou bem bom pra
Você?
Será que tu
Serás boa pra mim?

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Como será a pequena?

Sonhei com a pequena nesta semana. Era o dia de nascimento dela. Uma menininha com muito cabelo, pretinho, rosto cheio e o nariz meio achatado. Aí encuquei com isso e ficava perguntando pra minha mãe `De quem ela puxou esse nariz?` Ela dizia `É assim mesmo, todo bebê nasce inchado`. Aí o sonho acabou.
É gostoso o exercício de imaginar como vai ser a pequena, de quem vai herdar os traços, que personalidade vai ter...Será que vai nascer cabeludinha como a mãe? Ou carequinha como o pai? Será que vai ter os olhos bem grandes ou amendoados? E será que transmitimos a ela genes recessivos, pra formar o 'aa' dos olhos bem azuis? Será que vai ser comprida e magrinha ou menor e mais gordinha? Será que vai mexer tanto aqui do lado de fora quanto dentro da barriga? Vai ser zen como o pai ou agitada como a mãe? Vai puxar o lado árabe, o português, o espanhol ouo indígena da família? Ou todos ao mesmo tempo? São muitas perguntas, muitas possibilidades. Certezas mesmo tenho poucas. Ela gosta muito de música, principalmente composições do maior artista lá de casa, ama tanto chocolate que chega a dar piruetas e já é uma criança muito amada e que mudou as nossas vidas.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

O peso da gravidez

Bem que quem já passou por isso me avisou. 'Calma, a barriga vai crescer', 'Vai pesar, você vai ver...' Pois é, está pesando agora. Mas o problema não são os quilinhos extras no buchinho. É mais embaixo. Calma, mentes poluídas. É bem embaixo mesmo. Meus pés não dão trégua. Um inchaço terrível, acompanhado de dor. E não há sapato que sirva. Nem estou falando em conforto, mas em algo que entre pelo menos. O mais difícil de tudo é conseguir manter o equilíbrio porque os dois não estão sincronizados nem no inchaço. Momentaneamente, um pé é 38 e o outro 39.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Tá liberado!

A gravidez é cheia de regrinhas e 'dicas' que a maioria das mulheres faz questão de oferecer como um ato de profunda solidariedade - muitas vezes indesejado, sejamos sinceras. Difícil é identificar o que tem ao menos um fundinho de verdade e o que é puro mito. Duas ou três mães mais experientes já me alertaram sobre os grandes males provocados pelo consumo de chocolate (Ah nãoooo!). Segundo elas, mesmo agora, na gestação, deve ser evitado porque futuramente causa cólicas no bebê. Então, sempre que estou prestes a devorar um bombom (bem, na verdade nunca paro em um, sou capaz de comer dez de uma vez), penso na pequena chorando de dor. Apesar do peso na consciência, não consigo evitar. E dá-lhe chocolate! Mas hoje recebi um email com informações que, a partir de agora, adotarei como verdade absoluta e universal. Começa com um questionamento importantíssimo para a humanidade, sobretudo a de barrigudas: 'Será que a grávida pode devorar barras de chocolate?' E a resposta (podemos comemorar gestantes do meu Brasil varonil!): 'Boa notícia: pode! Há até um estudo finlandês mostrando que mulheres que comeram chocolate durante a gravidez acabaram tendo bebês mais tranquilos'. Yeeees!!!! E tem mais: 'Outra pesquisa indica ainda que o chocolate, especialmente o tipo meio-amargo, pode ajudar a prevenir complicações na gravidez, como a pré-eclâmpsia'. U-hu! Tá liberado, filha.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

A dança de Alice

Estamos na reta final. Entrei oficialmente no último trimestre de gestação, o que significa que, no máximo em três meses, a barriga vai deixar de ser abrigo da pequena. Mas enquanto isso continua causando polêmica. A barriga é o grande símbolo da gravidez e norteia todos os comentários. Tem gente que acha que ainda está pequena. Tem gente que acha que já cresceu bastante. Para meus pais, é quase um troféu. Outro dia meu pai tentou exibi-la. Foi assim:
Pai - Olha só, olha o tanto que a barriga dela tá grande!
Amigo - Tá não.
Pai - Tá sim, olha aqui!
Amigo - Ela tá de três meses?
Pai - Não, seis (ainda não tinha completado sete)
Amigo - Iiiih, tá muito pequena!
Tadinho, meu pai ficou desapontado.
Tem gente que ainda nem percebeu que ela existe - a barriga, claro. Na fila do banco outro dia, não usei meu 'poder preferencial'. Só havia duas pessoas na frente, resolvi esperar. Mas aí veio uma coroa muito enxuta e vaidosa, que deve mentir idade pra todo mundo, mas naquela hora resolveu assumir que era idosa. Ela logo foi sentando pra falar com o caixa e aí não aguentei. Dei o grito. Ela jogou na minha cara 'Tenho preferência! Sou idosa!' Eu, com um sorriso de vitória, respondi 'Também tenho, estou grávida!'. Ela ainda fez pouco caso. 'Nem vi sua barriga'. Foi engraçado, mas eu venci.
A coroa metida não sabe, mas minha barriga tem se manifestado cada vez mais. Eu me sinto a própria Shakira, com a diferença de que não preciso fazer nenhum esforço para mexer a barriga. É a dança da Alice. E tá animada, minha gente!

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Ser mãe de verdade

Já ouvi várias vezes a frase "Depois que você é mãe, sua vida muda". As mudanças, claro, começam no primeiro mês de gravidez, com todas as alterações hormonais e 'sintomas' e compras e exames...Essas histórias todas que temos contado aqui. Mas acho que ontem senti pela primeira vez o verdadeiro significado disso. Eu, tão acostumada às agruras da vidinha de jornalista, fui cobrir mais um acidente. Quando cheguei à rodovia, fiquei assustada com o número de veículos envolvidos - 13 - e o estado deles. Pensei logo que haveria vítimas - e graves. Fui andando entre os carros amassados e pedaços de lataria e cacos de vidro e conversando com quem estava ali. E entre todos os carros vi um com duas cadeirinhas para crianças no banco traseiro. Procurei por elas. E encontrei uma mãe muito abalada, tremendo e duas meninas sem nenhum arranhão. Nada. Ela começou a me contar que sentiu o impacto, o carro rodou e ela só pensava em olhar pra trás e não conseguia...E quando conseguiu viu que estava tudo bem e sentiu um alívio muito grande, que foi um milagre elas não terem sofrido nada. E eu, tão metida a durona, que já cobri tantos acidentes com vítimas graves e fatais, senti um nó na garganta e comecei e chorar. Simplesmente porque elas estavam bem. Eu me senti mãe naquele momento.
P.S.: Em tempo: Das 20 pessoas que estavam nos 13 veículos, nenhuma foi para o hospital. Metade teve ferimentos leves. Foi mesmo impressionante.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Nescau materno

Hoje rolou um diálogo com a mãe da Alice deveras interessante. Engraçado como pra conseguir o que quer, ela usa argumentos surreais. E eu, um atento fiscal da alimentação, fico embasbacado.
Olha só.

Pai: Cê hoje não almoçou direito.
Mãe gestante: É, comi duas colheres de arroz e seis de palha italiana!
Pai: Cê e essa menininha aí só pensam em chocolate! Toda vez que cê come chocolate ela agita aí, que eu sei. Ela vai nascer e vai querer Nescau logo de cara.
Mãe gestante (usando um argumento absurdo pra enganar o marido): Então, se eu comer bastante chocolate até lá, meu leite já vai sair achocolatado. Viu, que beleza?
Pai: !!!!